sábado, 3 de abril de 2010

A Industrialização no Brasil

Do modelo agroexportador à substituição de importações
Seguindo uma tendência mundial, nos últimos anos a participação da indústria no PIB total do país tem sido superior a 30%, perdendo apenas para o setor de serviços.
Para o Brasil, país subdesenvolvido, tomar-se industrializado, foi preciso percorrer um longo caminho.

A crise de 7929 e a Segunda Guerra Mundial

Durante o período colonial (1500-1822), era praticamente proibida a instalação de estabeleci mentos comerciais e industriais na colônia porque concorreriam com a metrópole portuguesa, o que reduziria seus lucros. Por isso, enquanto alguns países da Europa ocidental (séculos XVIII e XIX) conviviam com a industrialização, o Brasil permanecia como exportador de gêneros agrícolas, papel que continuou a representar mesmo após obter sua independência política. Até 1930, a industrialização brasileira foi marcada por Indústrias tradicionais (alimentícias e têxteis) e pela importação de produtos industrializados.
A crise mundial de 1929 afetou a economia brasileira, que até então se baseava na produção e na exportação de café. Com essa crise, uma parcela razoável do capital cafeeiro foi reinvestida em atividades urbanas fabris, como a produção de alimentos e tecidos, modificando e dinamizando nossa economia com a lenta transição do predomínio do capital agrícola para o capital industrial. Este reunia o capital oriundo da cafeicultura, capitais internacionais (ingleses e norte-americanos, principalmente), poupança interna (capital privado nacional) e o capital estatal, que expandiu e diversificou a economia brasileira.
A Segunda Guerra (1939-1945) beneficiou a produção interna no Brasil, que, além de ter dificuldade em comercializar com a Europa, precisava substituir os produtos industrializados, antes importados, para atender ao mercado interno.

A era Vargas e a era Kubitschek

A segunda etapa do desenvolvimento industrial brasileiro teve a participação decisiva desses dois governantes.
Getúlio Vargas foi o responsável pela infra-estrutura necessária para a instalação de indústrias no país no período de seu primeiro governo (1930-1945), Entre suas realizações estão a Companhia Siderúrgica Nacional, organizada em 1941 c posta em funcionamento em 1946, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, e a mineradora Companhia Vale do Rio Doce, instalada em 1942, em Minas Gerais. Também fundou, em 1945, a Fábrica Nacional de Motores (FNM) e a Companhia Hidrelétrica de São Francisco.

Juscelino Kubitschek (1956-1960), através de seu Plano de Metas, privilegiou as obras para a geração de energia, os transportes e principalmente a construção de rodovias, que facilitou a instalação de montadoras de veículos estrangeiras em nosso país.
Seu governo, ao contrário do governo de Getúlio Vargas, que se preocupou em proteger a produção nacional, marcou o início da internacionalização do parque industrial brasileiro. Nessa época, além das montadoras, vieram indústrias de aparelhos eletroeletrônicos e alimentos, que mais tarde passariam a controlar o mercado interno, após a compra de empresas nacionais incapazes de competir com a tecnologia empregada por essas transnacionais. Portanto, entre 1930e 1960, ocorreu a segunda e principal etapa da industrialização brasileira, caracterizada pelo modelo de substituição de importações voltado para o abastecimento interno, e baseada na união de capitais estatais, nacionais e capitais privados estrangeiros.

A internacionalização da indústria

No começo da década de 1960, o país passou por um conturbado período político que culminou com o golpe militar de 1964, Por esse motivo, só nesse ano o processo de internacionalização da economia brasileira, iniciado no governo JK, se consolidou definitivamente.
No governo militar, o período entre 1967 e 1973 ficou conhecido como "milagre econômico brasileiro", quando atingimos a oitava posição mundial em PIB e o primeiro lugar entre as nações subdesenvolvidas industrializadas ou periféricas. O Brasil recebeu vultosos empréstimos internacionais e sua produção industrial foi muito grande. No entanto, como consequência, a dívida externa aumentou muito nesse período, agravando as desigualdades sociais, pois a riqueza, que deveria ser aplicada em melhores condições de saúde e educação, foi desviada para o pagamento de compromissos assumidos com organismos internacionais (FMI e BIRD).
Com o peso da divida externa e os sucessivos aumentos do preço do petróleo no mercado internacional, o país viveu nos anos 1980 o período conhecido como "década perdida", quando se verificou uma forte retração da produção industrial c um menor crescimento da economia em geral.

A indústria brasileira na globalização

Os anos 1990 foram marcados pela globalização econômica mundial, pela política neoliberal e pelas crises econômicas em países emergentes, como o Brasil. Em consequência, o capital transnacional passou a controlar cada vez mais não só a industrialização, mas também toda a economia brasileira, incluindo os setores agropecuários e de serviços.
No setor de serviços destacam-se os que dão suporte à atividade industrial, como o energético e o de transportes, com a venda de empresas estatais que detinham o controle sobre eles.
Nos anos 1990, o setor industrial caracterizou-se pela queda da participação da industria na composição do PIB e pela redução do número de empregos ocupados nessa área. Não se esqueça de que o Brasil participa e sofre os efeitos da globalização econômica, cujas inovações tecnológicas geram maior produtividade com menor número de trabalhadores no mundo todo.. Porém, por ter sido bem mais produtiva do que a década de 1980, podemos dizer que a década de 1990 foi positiva para a indústria brasileira.

A industria brasileira no século XXI

O terceiro milênio começou incerto não só para a economia brasileira, como também para a economia mundial. Grandes potências, como Estados Unidos e Japão, estão em recessão. Como o Brasil tem uma economia dependente de capitais externos, apresenta fortes reflexos dessa crise mundial. Outro grande problema é o fato de a balança comercial brasileira ser suscetível aos preços internacionais mais baixos das matérias primas que o Brasil exporta e aos preços mais altos de mercadorias que o país importa, como o petróleo.
A dependência da indústria brasileira não é só do capital, mas também da tecnologia estrangeira.
Como vimos, o Brasil ocupa o 43° lugar no ranking mundial de tecnologia da ONU, o que atinge diretamente o desempenho industrial do país.
Os golpes finais para o setor industrial foram o racionamento de energia elétrica implantado pelo governo em l" de junho de 2001 e a crise econômica na Argentina, grande importadora de nossos produtos industrializados.
Se a economia já apresentava sinais de desaquecimento, com esses problemas as perspectivas para a indústria brasileira não são nada favoráveis para os próximos anos.

17 comentários:

  1. gente que falta de educação!!

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  2. hahaha bem cara de vcs mesmo estar falando uma coisa dessas.. sem noção
    esses trechos "resumos" são ótimos'
    podem continuar vcs vao muito bem'

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  3. HUUUUUM,GENTII,Q Q ISSO!!?

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  4. Ótimo resumo! A pena é que nem todos aproveitam o que se coloca na internet. Uma falta de educação de alguns leitores!

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  5. ae vlw tu me ajudo no meu trabalho de geografia so preciso de imagens

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  6. otimo resumo, pena qe nem todo mundo tenha educação.

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  7. Bando de idiota @:, o resumo está ótimo!

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  8. o conteúdo está ótimo e me ajudou mto em meu projeto. qto aos comentários de alguns idiotas ignorantes, devem ser desprezados. há pessoas q encontram tempo p/ babaquices.

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  9. mto obg vou tirar 1000 no meu trabalho!!!

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  10. gostei do resumo, vai ajudar no meu trabalho (:

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  11. Muito bom esse blog, essa matéria também está excelente. Pena que tem muita gente burra e que não há nada para fazer na internet e vem criticar o trabalho dos outros.

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  12. Muito obrigado pelo resumo,vai me ajudar bastante no meu trabalho de geografia e história

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  13. este blog esta de parabéns, ótimo conteúdo.

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  14. muito legal, mais eu nem entendi

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